Morte em Rio Claro reacende debate sobre segurança

O assassinato de Gabriela Nunes Araújo, de apenas oito anos, reacende a discussão sobre os procedimentos de segurança nos condomínios residenciais da região. Será que cercas elétricas e câmeras de vigilância estão funcionando como deveriam? Em Rio Claro, a polícia apura possível falha técnica nos equipamentos de segurança do condomínio onde ocorreu o crime.

Ninguém da empresa que faz a segurança do condomínio quis dar entrevistas, mas, no depoimento à polícia, um dos responsáveis disse que houve uma falha técnica no sistema de vigilância, inspecionado mensalmente. Por esse motivo, a ação dos bandidos não teria sido detectada e nem filmada pelos equipamentos.

Gabriela foi baleada na cabeça por dois criminosos que entraram no condomínio onde ela morava. Ela e a irmã gêmea estavam com a babá em casa, e os pais tinham viajado a trabalho.

Quando os criminosos entraram, o alarme da casa disparou. De acordo com o delegado que investiga o caso, Paulo Henrique Nabuco, a babá teria se recusado a desligar o equipamento e os criminosos dispararam. Gabriela foi atingida na cabeça.
O delegado Nabuco ainda disse, em coletiva realizada na delegacia da cidade, que o disparo foi intencional. "Não houve o tiro acidental", explicou. Ele ouviu vigilantes e funcionários da empresa responsável pela segurança no condomínio. Nabuco acredita que os bandidos planejaram o assalto e tinham conhecimento da rotina da família. "Eles não iriam invadir um local em que a cerca elétrica estivesse funcionando".

No condomínio, a rotina parece a mesma, mas moradores disseram que os procedimentos de segurança foram reforçados e alguns carros chegam a ser revistados. "Jamais poderíamos esperar. Achávamos que o sistema funcionava muito bem, protegia, mas houve falha na segurança", afirma o morador Euclides Amaral Lapa Filho.

O menor de 17 anos reconhecido como autor do disparo que matou Gabriela foi preso em Dracena - Oeste Paulista - e já se encontra recolhido na Fundação Casa de Rio Claro. A polícia informou que ele admite o disparo, mas alega que a arma era velha e que o tiro foi acidental. O segundo envolvido continua foragido.